No mês de Outubro a Equipe do Marketing May 31 participou do curso introdutório ao Marketing de Luxo, facilitado pelo executivo Daniel Maior. Com MBA em Luxury Management pela International University of Monaco e fundador do 377 Luxury Travel (www.377club.com) Daniel acumula grande experiência prática e acadêmica nesse fabuloso mercado.
Aproveitamos essa oportunidade para entender melhor do assunto e dividir esse conhecimento com nossos leitores através de uma entrevista muito interessante, que você confere abaixo, sobre os principais tópicos do tema.

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O Marketing de Luxo por Daniel Maior (MBA)

Tácio Lobo (T. L.)

- Sabemos que o mercado de luxo possui diversas peculiaridades, como uma teoria específica para explicar a relação oferta x demanda, e gostaríamos de iniciar a entrevista entendendo melhor a essência do marketing de luxo e o que faz ele ser tão singular.

Daniel Maior (D. M.)

- O luxo, visto como business, é um segmento peculiar, único. Comunicação, distribuição, produção, precificação e até mesmo qualidade têm um significado diferente das demais áreas de negócio. Não há um conceito definido unanimemente para o termo luxo, até porque muito de seu significado está relacionado à subjetividade. Entretanto, Coco Chanel resumiu a sua essência quando disse que “luxo não é o oposto de pobreza; é o contrário de vulgaridade”.

T. L.

- No ano de 2010 o mercado de luxo no mundo apresentou um formidável faturamento de 2 trilhões de reais, e o Brasil, cada vez mais ganhando destaque nesse cenário, de aproximadamente 15,7 bilhões de reais.
Poderia comentar sobre as perspectivas desse ambiente em escala global e nacional e quais os riscos da crise atingir esse mercado?

D. M.

- As perspectivas são de crescimento contínuo, tanto no Brasil quanto nos principais mercados consumidores do luxo no mundo, a exemplo de Estados Unidos e China. Estudos nacionais e internacionais mostram isso repetidamente. Sobre a crise, não há como prever exatamente seus efeitos. No passado, os impactos costumaram ser menores do que em outros segmentos, pois o consumidor classe A1 continua consumindo. Às vezes com novos padrões comportamentais, mas continua.

T. L.

- Como empreendedor e pesquisador desse mercado, quais as novidades e oportunidades que a Bahia já está apresentando ou possui potencial de exibir?

D. M.

- Antes é preciso explicitar que Salvador não está entre as principais cidades para o mercado de luxo. São Paulo, Rio, Distrito Federal, Florianóplois, Belo Horizonte e Curitiba, sim, são destaques. O potencial turístico no segmento de luxo da Bahia, por exemplo, é muito promissor. Já existem bons exemplos no sul do estado e a imagem do país no exterior está sendo muito bem vendida. O grande desafio será fazer jus a essa imagem, através de serviços de altíssima qualidade e evidências físicas impecáveis. De forma geral, o setor de serviços de luxo tem grande potencial.

T.L.

- Algo muito interessante sobre o marketing de luxo são as “Anti-Leis”. Quais as principais e como fazer para seguir (ou fugir) a risca?

D. M.

- São, na verdade, princípios que caracterizam e norteiam as empresas do setor. Uma das principais é saber resistir à demanda, a fim de dominá-la e manter a marca exclusiva e desejada, com um ar de aspiração, merecimento. Isso conduz a um outro princípio, que é o de focar esforços de marketing nos entusiastas da marca e dos produtos – uma espécie de “segmentação da segmentação”.

T.L.

- Para finalizar, quais as bibliografias indicadas aos nossos leitores que desejam conhecer um pouco mais sobre o marketing de luxo?

D. M.

- Como em muitas outras áreas, as fontes em inglês são em maior número do que em português. Kapferer é o grande nome, mas também há um livro muito bom de Tungate, Luxury World e um de Chevalier, Luxury Brand Management. No Brasil, O Universo do Luxo, de Passarelli é um dos melhores, muito prático. Para uma visão mais sociológica e bastante interessante, O Luxo, do Francês Jean Castarède, publicado também em português.

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Sobre Tácio Lobo

Atua em consultoria estratégica nas áreas de estratégia e finanças, Conselheiro da Empresa JR. ADM UFBA e Graduando em Administração na Universidade Federal da Bahia. Durante os anos em que foi Consultor e Diretor de Marketing na Empresa JR. ADM UFBA desenvolveu sua paixão por marketing e criou o Marketing May 31 como forma de gerir os novos conhecimento que estavam sendo adquiridos.

“The goal is not simply to “work hard, play hard.” The goal is to make your work and your play indistinguishable”

 

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